quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Tabiques.
Sem a cara de guerra, nem as mãos de tortura. Sem a arma içada, e a pele arrepiada do remorso. Sem o fardamento do medo sujo dos terrenos, que corpos corriam em chuvas de balas, arame e chuva, terra e as mãos, sem os gritos e violência, longe de onde começa o nublado imenso e da nula saída. O mesmo corpo, os mesmos olhos, o desgasto. A mesma escrita dos túmulos, o abrigar em palavras protegido pelas paredes de areia, os corpos em seu encontro mas sucumbindo-se no último olhar com um certeiro, corpo de joelhos. Homem que hoje, suporta ainda como se sempre encostado naquele muro de morticínio, escreve com a arma que em campos apagava a inocência, apaga a ordem, hoje, com o que o ficou por escrever daquela manhã. A varanda jorrada do que a outros tirou, de nada serve ao servo que cumpriu deveres com tremeres.
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