sábado, 17 de agosto de 2013
Entre Bafejos, Suspiros.
Do topo do farol, das rochas, até ao areal contornado pelo mar. A pouca luz que esta imagem envolve. A madrugada fria e calma que do urbano se contrasta. É o luar que me faz suspirar de alívio. Os portões lascados, e os altos muros que separam o sanatório das ruas movimentadas, e o edifício lá longe velado pelos pequenos arbustos. É a saída, a vista de um dos palanques, o subir de umas das varandas que me faz suspirar de alívio. São os atalhos, os trilhos e as sendas que cruzadas nada dizem, enquanto não descobertas, e encobertas pelo calor nas sombras que os robles oferecem que me fazem suspirar de alivio. É numa sala fechada, que escurecida pelo anoitecer, suspiro de alívio. É um aliviar, toda a imagem que ao abrir a porta da varanda vejo, e suspiro como se de um bafejo, em toda a aragem da noite se tornasse. Questionavam-me em noites anteriores, como podia um suspiro de alívio significar tanto quanto vida. É apenas na bonança que de tranquilidade suspiramos, em quando achamos que a história nos compensa. De resto, a vida é dura. "Quando ouço alguém suspirar "A vida é dura", eu fico sempre tentado a perguntar, "Comparado a quê?" -- Sydney Harris, jornalista e escritor, London - Chicago, 1971.
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