quinta-feira, 27 de junho de 2013

Película, Casa Do Sol Nascente.

Não me conheço. Pergunto-me ainda o que sou e por onde me levo. Ainda sou uma dúvida para mim mesmo. Agrada-me o facto de perguntar e saber diferentes respostas. Faço uma película de mim mesmo, estudo-me, tento e diferentes verdades e razões em todas as vértices. Sentir e mostrar de tudo, faz da personagem, livro de categorias das mais e menos interessantes. "A tua tarefa é a de representares correctamente a personagem que te foi confiada. Quanto a escolhê-la, depende de outro." - Epicteto. Vejo e revejo a fita vezes sem conta, perdendo-me, pois sempre fui um amante de incógnitas, assistindo-as em teatros e cinemas isentos de plateia, algo como um mendigo revendo a sua vida numa montra de televisores.

Fantasmas.

Mastiga-me por dentro o pesar do que ainda não foi feito, agrura de olhos fechados, corre-me pelos devaneios coragem que em real não a tenho. Talvez não seja precisa, mas impulsiva. Não preciso de resistência no correr mas certeza que aí quero chegar. Olhos tremem como o que me corre no sangue, descontrolo de mim mesmo e longo acreditar de umas das partes de que isso me possa ajudar. Mãos na cabeça, cotovelos na mesa acreditando piamente que de forma espontânea me livre de tanto. Tanto que nada tem de dádiva, como de flagelo, algo que me não me livraria, como não o guardaria para mim. Deixo-o ali, imóvel, só que não lhe tiro a vista de cima.