sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Funestos Prazeres.

Vício. Essa disposição para um certo mal. Até onde me conduziu, onde me entregou, não me apercebi. Traços inúmeros e como se já os tivesse pisado a todos. Viagem em substâncias que me fazem conhecer cada um deles, amarando e me cobrindo num rio de dependência irreal, não sozinho, rio esse onde submergindo, sou eu um alvo á carne, á graça feminina. Já eu me banhei de pecado, e quando não me contentei apenas com um pequeno e único toque, deixei que o corpo gritasse e implorasse o que a dignidade já nada podia contradizer. O manchar da retidão, o infringir da lei que mal eu conhecia, e resultar de um transtorno, tormento do remorso, gelar das veias e a necessidade do errado, errado esse, vício, para devolver o bombear. Entregue á miséria, e suplicando por mais uma viagem, que me apague, sem matutar sequer onde ser entregue. Indigno, abusivo, indecoroso, como escreve Margaret Mead - "A virtude é quando se tem a dor seguida do prazer, o vício, é quando se tem o prazer seguido da dor."

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