quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Da Cacimba Ao Fastígio.

Que os homens façam subir as paredes, puxem as vozes e tragam o grave dos gritos, que ergam todas as notas em tons e meio-tons, ponham no alto a toada de um clamor por aqueles que passaram pelos tijolos destroços, aduzam os artistas em jeito comedido para que uma ponte iluminada seja elevada até ao fastígio desta até agora bastião, guerreando com os que ousam vender as mãos dos que isto constroem a preço de contenda. Incluo tintas alastradas por toda a parede, recobriram de existência o que da história vos passou ao lado, e nem as matizes de muro em muro vos despertaram para a erudição do lado de cá. Intérpretes no alto da muralha declamando, proferindo enleadas, filosofias e razões ecoando entre quem arroje coragem, conhecimento, de abeirar á fortaleza de todos os ofícios desconhecidos por quem os desempenha. Já só falta dar-lhe luz. É com os olhos circundando a queima, cingindo a fumaça fazendo arder os trapos adejantes, saltando do vento para o chamejar que a chama conflagra, assim avivando a última moradia das criaturas que do mais intrínseco e íntimo deram a conhecer.

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