sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Ferino Carpo.
Escorre sangue entre braços cruzados, de repelão, reage ao violento de olhos fechados e sucumbe toda a lealdade num medo respondido entre um excerto de tirania. Vertigem, despercebido no espaço, e toda a fidelidade espalhada pelo chão fora, pavimentando o retorno que já considerado nulo. A ofensiva, antecipando tua indignação furiosa, desenfreando as verdades inaceitáveis que um corpo mentiroso admite, que reconheces pois não podes recusar, cuja negação traria á tona a peleja que sempre adiaste. A sátira com que discussões terminavas, e a meio retomavas as que com dúvidas começavam, reavendo pontos e motivos torpes, pensando solucionar com um fim, possivelmente, através da volúpia da agressão. Ironia banhada em ódio, a que projectavas e davas a entender, e o afecto que nela escondias pois a reciprocidade rancorosa deixava que tudo o que de melhor tens, em ti ficasse. Violência, a arte dos medíocres, o talento dos insensatos, resposta inepta suportada pelo absurdo. "Seja qual for a forma como se manifeste, será sempre, altivamente, uma derrota." - Jean Paul Sartre.
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