domingo, 10 de novembro de 2013
Dilúculo.
Rádio madrugada, e a madrugada que me acorda. Ainda antes da alvorada, o silêncio é perpétuo. Assim o considero, sossego e tento na condição de enquanto dia. Volume zero á frequência que me acalentou, solto-me do acaçapado encoberto e entediado pela falta de disposição, ou cansaço para o ante alvor, constato no que me intriga. Prêambulo num estrado onde a arte é toda tua. Escrito na plateia o que trazes, e sendo grafado o teu súbito improviso. Faço o opúsculo em teu nome, e já nele trago, o todo em que te perdes. Vou-me perdendo eu, em devaneios, descalço na tua infinidade, sinto-os gelados, sentado num dos palanques enquanto redigindo, atento em todo o lance, teu debruço final no barranco do palco e o ensejo para que o eterno magote te segure. Completa, a folha da noite, e o registo de mal dormida. Hora de concluír, pois a madrugada se vai, e a alva dá a primeira claridade do amanhecer.
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