domingo, 7 de julho de 2013
Eu Seguro, Samuel Úria.
"Quando o tempo for remendo, cada passo um poço fundo, e esta cama em que dormimos, for muralha em que acordamos, e o meu braço estende a mão que embala o muro. Quando o espanto for de medo, o esperado for do mundo, e não for domado o espinho, da carne que partilhamos, o sustento é forte quando o intento é puro. Quando o tempo, eu for remindo, cada poço eu for tapando e esta pedra em que dormimos já for rocha em que assentamos, eu seguro, deixo ás pedras esse coração tão duro. Quando o medo for saindo, e do mundo eu for sarando dessa herança eu faço o manto em que ambos cicatrizamos, eu seguro, não receio o velho agravo que suturo."
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