sábado, 16 de março de 2013

Madruga na Canhola.

Perdi toda a pouca noção do que aconteceu. As minhas veias consumiram todo o fumo, o meu cérebro não reagia a qualquer acontecer, tudo era inesperado, súbito. Os meus dedos tremiam consoante o borrão que queimava, pegadiços pois o licor fora entornado. Difícil agora contrair os músculos, desconfortável de tão descontraído, peso morto, alguém que me leve. Suava seco a álcool, hálito que já nem o era, olhos desfocavam todo o panorama, o medo calmo da máquina que me enfrenta. Fechei os olhos e deixei que o banco da estação me conduzisse, onde um amanhecer, vagarosamente se estendeu.

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